Casa de Criadores #4

Texto por Roberta Maria de Padua @bta_maria
Fotos por João Roma @joao_roma

O penúltimo dia da Casa de Criadores contou com a presença de grandes nomes da Casa. No line-up, Karin Feller para Di Gaspi, Weider Silveiro, Lui Iarocheski, Isaac Silva e Igor Dadona.

Karin Feller desfila pela segunda vez essa semana na Casa, trazendo dessa vez a coleção cápsula desenvolvida para a varejista Di Gaspi. Uma coleção leve, com tecidos fluidos, que busca levar certo frescor para a mulher paulistana.

O estilista piauiense, Weider Silveiro, desfila uma coleção que mistura elementos da alta costura com o sportswear, apostando no minimalismo e elegância para o público feminino com materiais como veludo, lamê, tricoline e tricô, numa cartela de cores que inclui tons de branco e azul. Trazendo também, elementos dos uniformes de beisebol americano.

A elegância da mulher Weideriana era visível também na beleza assinada por Ricardo dos Anjos, com cabelos que pareciam verdadeiras esculturas e uma make à la haute couture. Dos Anjos não assina apenas a beleza, como também a linha de acessórios carregada em pedrarias.

Lui Iarocheski, traz a coleção “Chromophobia”. Uma coleção masculina com pegada punk ou como nomenclatura ele “homopunk”, com looks pretos fazendo um manifesto contra todo tipo de intolerância e tentando desmistificar a homossexualidade como algo que está atrelado apenas a delicadeza. Sendo essa brutalidade uma reação à opressão.

Inspirada na cantora Elza Soares e no movimento de empoderamento intitulado geração tombamento, a coleção apresentada por Isaac Silva, mostrou um estilo técnico urbano, com referências de afrofuturismo carregada de brilho e uma cartela de cores baseada no último trabalho de Elza, A mulher do Fim do mundo. Era quase possível ver o rosto de Elza estampado no das modelos, sob a beleza impecável assinada por Max Weber, que pesquisou todas as fases da cantora para realizar esse desfile. Que obviamente contou com música da cantora homenageada. Além, do som da rapper feminista Lay, uma das principais representantes da geração tombamento.

Igor Dadona, que tem como marca registrada tratar de temas pessoais em suas coleções, desfilou uma coleção inspirada no “Dicionário das tristezas obscuras” que fala sobre sentimentos indecifráveis e da luta pessoal de um amigo próximo em busca da felicidade. Com sua alfaiataria mesclada ao street, Dadona cata referências de uniformes de luta e os traduz de forma singular para seu universo particular. Da alegria a tristeza é visível o contraste entre os sentimentos por meio da cartela de cores que explode em tons quentes sendo diluído ao longo da coleção até chegar a cores mais sombrias.