Criatividade e pesquisa: Lenny leva o Japão para o SPFW

Entrevista: Leticia Cazarré / Texto: Roberta Graham / Fotos: Vitor Vieira

Manter a criatividade ao longo do tempo não é exatamente um desafio para Lenny Niemeyer que, ano após ano, é forçada a se desapegar dos frutos de quatro meses de trabalho e reiniciar o processo do zero.

“Esse momento é difícil, criar um novo tema. A única coisa que aprendi hoje, com o tempo, é que este tema pode ser qualquer coisa, desde que mergulhemos fundo na pesquisa.”

Segundo ela, a criatividade vem do trabalho de pesquisar e ter a preocupação de contar, em apenas 18 minutos, uma história do começo ao fim. Para chegar até esta coleção, Lenny imaginou icônicas casas japonesas e as misturou com referências que conheceu nos livros. Assim, ela chegou à desconstrução com as cores lisas e terminou com o nude, representando as mulheres de Shibuya.

Acreditando que a moda é um tema global, a estilista diz já ter trabalhado com temas tão diversos quanto a luz e a botânica.

“É importante pesquisar, já que fazemos uma moda muito brasileira, independente do tema escolhido. Como você traduz esse tema para o Brasil?”

Sobre as mudanças no calendário da moda, Lenny acredita que o modelo do “see now, buy now” seja particularmente benéfico para as marcas maiores, que não podem mais esperar meses para mandar seu produto para as lojas, sob o risco de serem copiadas pelo fast fashion.

“Temos que nos preparar mas a gente vai se adaptando.” 

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