Berlin Fashion Week - a moda alemã introduz a Europa ao futurismo.

Fotos e reportagem: Susana Pabst / Texto: Roberta Graham

O verão está chegando no hemisfério norte e, de fato, podemos afirmar que o clima está esquentando no Velho Continente. A moda, reconhecida por espelhar o espírito da sua geração, começou a dar os primeiros sinais de reação ao complexo momento político da Europa. A Semana de Moda de Berlin aconteceu nesta semana e em suas passarelas, mais independentes que as dos vizinhos Milão e Paris, um futurismo otimista marcou o trabalho dos estilistas que fizeram do metálico e do espelhado os hits da estação. 

A sustentabilidade, conceito chave do século 21, esteve presente no desfile da romântica Ewa Herzog. Todo o trabalho que envolve a criação e execução das peças, que exaltam o feminino, é feito com esta prioridade em mente. A Steinrohner apostou na mistura entre o metálico e os neutros. A marca, relativamente jovem, acrescentou chapéus e viseiras à sua passarela. Thomas Henisch trouxe uma coleção de contrastes, chocando formas e cores com uma predominância do vermelho, inclusive na beleza. Sinal dos tempos?

Anja Gockel propôs a sobreposição de estampas e o retorno do color blocking. O destaque de seu trabalho, no entanto, foi o uso de bandeiras no desfile, enfatizando a tolerância racial e cultural européia, incluindo a comunidade gay. A MINX Eva Lutz foi mais uma marca que apostou na tendência dos metalizados enquanto Rebbeka Ruétztrouxe looks ousados, com formas e estampas glamurosas e inspiração renascentista. Olhando para o passado e projetando o futuro nos espelhos que prometem invadir as lojas, os alternativos da Europa fizeram valer seu protesto, usando como plataforma aexperiência sensorial que a moda oferece ao consumidor.