Santos Dumont em dois olhares

Por Paula Laureano

Ao inventar os aviões 14-Bis e Demoiselle no início do século XX, o brasileiro Santos Dumont marcou a história da aviação. Mas, por trás do cientista, havia um homem que poucos conhecem, dono de uma personalidade constituída por memórias, angústias e anseios. Para nos ajudar a ter uma ideia de quem era ele, a exposição temporária “O Poeta Voador, Santos Dumont” no Museu do Amanhã vai promover a exibição dos documentários “O Homem Pode Voar”, de Nelson Hoineff, e “Santos Dumont – O desafio do ar”, de Adolfo Rosenthal.

Os dois longas apresentam olhares distintos sobre o inventor. “O Homem Pode Voar” resgata imagens em movimento do aviador brasileiro, até então julgadas inexistentes ou perdidas. Entre elas estão a do voo definitivo do 14-bis, de experimentos com o número 18 no Rio Sena e de voos de seu Demoiselle. Além das imagens, há também depoimentos que contam como o pai da aviação era alheio à vida pública e como se decepcionou ao ver sua invenção usada na Primeira Guerra Mundial.

Já “Santos Dumont – O desafio do ar” registra um olhar mais íntimo, que capta, mais do que a genialidade e o pioneirismo, o poeta, o filósofo e o visionário. Nele, o próprio Dumont narra sua história, da infância à vida adulta em Paris, até a criação de suas obras.

As sessões do primeiro e do segundo longa serão nos dias 13 e 20 de julho, respectivamente, às 16h, no auditório do museu. Duas apresentações por mês vão estar à disposição do público até o encerramento da mostra, em 30 de outubro. A entrada é gratuita, sem necessidade de inscrição, e a lotação está sujeita à capacidade do espaço – 380 lugares.