Aquarela do Brasil

Por Paula Laureano

Abaporu (1928) 

Abaporu (1928) 

Antropofagia (1929)

Antropofagia (1929)

As famosas pinturas de Tarsila do Amaral (1886-1973) Abaporu (1928) e Antropofagia (1929) retornam ao Rio pela primeira vez desde o começo do século XX. Os cariocas e os turistas que estarão na cidade durante as olimpíadas vão ter o privilégio de conferir as obras da dama do modernismo brasileiro a partir do dia 2 de agosto na exposição A Cor do Brasil, no MAR – Museu de Arte do Rio. 

A mostra reúne peças da arte feitas no Brasil desde o período colonial até o século XXI, destacando o que houve de melhor no que diz respeito à experimentação de cor pelos artistas brasileiros. 

O público vai encontrar pinturas do holandês Frans Post (1612-1680), encarregado de documentar o que via em um Brasil de 1637 até quadros da artista plástica Beatriz Milhazes, uma representante da arte contemporânea brasileira. São mais de 300 peças que passam pelos artistas Eliseu Visconti (1866-1944), Candido Portinari (1903-1962), Di Cavalcanti (1987-1976) e Vicente do Rego Monteiro (1899-1970). 

O curador Paulo Herkenhoff destaca a presença de um delicado conjunto de telas dos anos 50 e 60 do pintor ítalo-brasileiro Alfredo Volpi (1896–1988). A maioria delas nunca foi exposta no Rio. A parte dedicada a pintora modernista Anita Malfatti (1899–1964) também é destacada pelo curador, que elogia a audácia da artista no uso das formas e da cor. 

Para marcar a abertura da mostra, o MAR, sob gestão do Instituto Odeon, promove uma Conversa de Galeria, às 11h. A exposição vai até dia 15 de janeiro de 2017, mas, atenção! O quadro Abaporu volta em setembro para o Museu de Arte Latino-Americana de Buenos Aires (Malba), lar do quadro desde 1995.