Tecnológico e artesanal.

por Roberta Graham

O artista grego Petros Vrellis cria ferramenta digital para expressar a realidade orgânica. 

“Como é possível produzir um retrato complexo usando uma ferramenta tão simples de design? Será que nosso ambiente externo nos engana da mesma forma? Com a evolução da ciência, novas ferramentas nos provam que o mundo é muito mais complicado do que costumávamos pensar. Nossos sentidos nos apresentam apenas uma pequena porção da realidade. Nossos cérebros são cheios de falhas e ideias falsas, nossa experiência do mundo é incorreta e incompleta. O projeto desafia nossa pobre noção de realidade e serve de complemento para a nossa limitada visão do mundo. “  Foi com base neste conceito, de desafiar nossos sentidos e nos mostrar que as ferramentas mais simples podem enganar nossos cérebros e nos levar à resultados complexos, que o artista grego Petros Vrellis desenvolveu um projeto bastante incomum, que une o artesanato à tecnologia e se integra de forma perfeita às questões que enfrentamos hoje. É possível que ambos coexistam e se complementem? Neste caso, a resposta é afirmativa.  O trabalho do artista começou com o desenvolvimento de um algoritmo, que criou padrões em cima dos quais fosse possível começar um trabalho com linha, semelhante ao bordado. As imagens escolhidas foram retratos do pintor espanhol El Greco. Em seguida, Vrellis passou o modelo para uma peneira de aço, em cima da qual começa a parte artesanal da obra. Milhares de metros de linha foram entrelaçados por cima da estrutura de metal, sem que a agulha efetivamente a penetrasse, mais um menos como uma cama de gato de proporções bem mais complexas.  Apesar da ferramenta de design ser bastante limitada, a escolha foi proposital. O objetivo foi criar rostos reconhecíveis mas, de certa forma, borrados. Assim, um ar de mistério é conferido às expressões apresentadas, sem que saibamos ao certo qual é o sentimento expresso. Da mesma maneira que, muitas vezes, nossos sentidos mascaram a realidade de nossos olhos. 

“Como é possível produzir um retrato complexo usando uma ferramenta tão simples de design? Será que nosso ambiente externo nos engana da mesma forma? Com a evolução da ciência, novas ferramentas nos provam que o mundo é muito mais complicado do que costumávamos pensar. Nossos sentidos nos apresentam apenas uma pequena porção da realidade. Nossos cérebros são cheios de falhas e ideias falsas, nossa experiência do mundo é incorreta e incompleta. O projeto desafia nossa pobre noção de realidade e serve de complemento para a nossa limitada visão do mundo. “ 

Foi com base neste conceito, de desafiar nossos sentidos e nos mostrar que as ferramentas mais simples podem enganar nossos cérebros e nos levar à resultados complexos, que o artista grego Petros Vrellis desenvolveu um projeto bastante incomum, que une o artesanato à tecnologia e se integra de forma perfeita às questões que enfrentamos hoje. É possível que ambos coexistam e se complementem? Neste caso, a resposta é afirmativa. 

O trabalho do artista começou com o desenvolvimento de um algoritmo, que criou padrões em cima dos quais fosse possível começar um trabalho com linha, semelhante ao bordado. As imagens escolhidas foram retratos do pintor espanhol El Greco. Em seguida, Vrellis passou o modelo para uma peneira de aço, em cima da qual começa a parte artesanal da obra. Milhares de metros de linha foram entrelaçados por cima da estrutura de metal, sem que a agulha efetivamente a penetrasse, mais um menos como uma cama de gato de proporções bem mais complexas. 

Apesar da ferramenta de design ser bastante limitada, a escolha foi proposital. O objetivo foi criar rostos reconhecíveis mas, de certa forma, borrados. Assim, um ar de mistério é conferido às expressões apresentadas, sem que saibamos ao certo qual é o sentimento expresso. Da mesma maneira que, muitas vezes, nossos sentidos mascaram a realidade de nossos olhos.