Incertezas, feminino e juventude.

Por Roberta Graham
Fotos por Leo Eloy
 

Grada Kilomba durante montagem da 32a Bienal de São Paulo. 02/09/2016 © Leo Eloy / Estúdio Garagem/ Fundação Bienal de São Paulo.

Grada Kilomba durante montagem da 32a Bienal de São Paulo. 02/09/2016 © Leo Eloy / Estúdio Garagem/ Fundação Bienal de São Paulo.

A Bienal de São Paulo chega à sua trigésima segunda edição trazendo o tema “Incerteza Viva” . A escolha tem o objetivode levantar questionamentos sobre as sensações que temos que enfrentar quando interagimos com o mundo. De acordo com o curador do evento, o alemão Jochel Voll: “Acreditamos que a incerteza é uma sensação que todos nós vivemos. Para nós, é importante pensar que a incerteza e a improvisação são forças muito importantes na arte.” 

A mostra, no entanto, é engajada em questões que vão além da sua própria temática. Hoje, dentre os 81 artistas -  oriundos de 33 países -  contabiliza-se a maioria de 47 mulheres. A organização frisa que a presença feminina em maior número é, sim, proposital. Como o espaço que as mulheres ocupam nos eventos de artes plásticas ainda é reduzido, em comparação à quantidade de homens, a curadoria optou por contribuir na busca de igualdade de gêneros,  aumentando o número de expositoras. A juventude também foi privilegiada com um lugar ao sol e a grande maioria dos artistas presentes são nascidos após 1970. 

Espera-se que desde a sua abertura, neste 7 de setembro, até seu encerramento, em 11 de dezembro, 500 mil pessoas passem pelos corredores do pavilhão Ciccillo Matarazzo, no Parque do Ibiraquera. Vale a pena lembrar que a entrada é gratuita. 

Pia Lindmann durante montagem da 32a Bienal de São Paulo. 02/09/2016 © Leo Eloy / Estúdio Garagem/ Fundação Bienal de São Paulo

Pia Lindmann durante montagem da 32a Bienal de São Paulo. 02/09/2016 © Leo Eloy / Estúdio Garagem/ Fundação Bienal de São Paulo

32a Bienal de São Paulo

De 7 de setembro a 11 de dezembro de 2016

Pavilhão Ciccillo Matarazzo, no Parque do Ibiraquera

São Paulo